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Bônus demográfico é grande desafio da Indústria Imprimir E-mail


     Em palestra durante a posse da nova coordenadoria do Núcleo de Jovens Empresários da CICS de Farroupilha, o executivo da Randon, Astor Schmitt, fez relação entre o consumo e a produção industrial brasileira projetando que em 12 anos o país terá 71% da população em idade economicamente ativa.

     Mais de quatrocentas pessoas prestigiaram a posse da coordenadoria que assume oficialmente a gestão 2012 do Núcleo de Jovens Empresários (NJE) da Câmara de Indústria Comércio e Serviços (CICS) de Farroupilha. O evento, realizado na quarta-feira, 23, no Auditório do Núcleo Universitário da UCS (NUFAR) empossou a advogada Karine Trott como coordenadora-geral e apresentou as oportunidades e desafios para a indústria brasileira sob a ótica de um dos mestres em perspectivas econômicas, o diretor corporativo e de relações com investidores da Randon, Astor Milton Schmitt.
Diante de uma plateia formada por lideranças políticas, empresários e estudantes, menos de uma semana após divulgar um Plano de Expansão e Desenvolvimento da Randon prevendo investimentos de R$ 2,4 bilhões, Schmitt enfatizou que a indústria brasileira está perdendo espaço no mercado interno. “O consumo no Brasil cresce mais do que a produção. Acabamos importando de forma desmedida e desvalorizando nossa moeda, criando emprego e renda fora do país”, destacou.
Segundo o executivo, outro fator negativo relacionado ao momento atual da indústria é de que grande parte das exportações brasileiras é constituída por produtos não industrializados (commodities), comercializados sem nenhum beneficiamento. “Nossos recursos naturais são extraídos e acabam gerando riquezas para outras economias.”
     Apesar destes fatores, o executivo aponta perspectivas extremamente otimistas para os próximos dez anos. Ele projeta que em 2022 o Brasil estará no auge do bônus demográfico, com 71% da população em idade produtiva. “A evolução demográfica é um forte indicativo de que o mercado interno pode continuar ‘puxando’ o crescimento na próxima década, porém, o envelhecimento da população será rápido, e demandará desafios, como a reforma na previdência.” Segundo ele, trata-se de uma oportunidade ímpar, e para aproveitá-la é preciso investir em infraestrutura e principalmente na educação.


Desafios emergenciais:
 • Criar instrumentos que permitam condições de conter a “invasão” do nosso mercado interno e ampliar minimamente nossa parcela e presença no mercado externo.
 • Desoneração de exportações.
 • Restituição de créditos fiscais por exportações
• Fortalecer estrutura de capital da indústria.
 • Medidas de defesa comercial do mercado interno: Controle especial de importações; Normas técnicas – ambientais objetivas e com exigência de “conformidade” (Inmetro).

 

 
 
 
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