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Inovar para crescer e permanecer no mercado (1/7/2010) “Inovar não significa ser melhor que a concorrência, mas ser completamente diferente, irresistível. Não adianta fazermos a coisa bem feita, mas sim a coisa certa”. Com essa declaração, José Martins, conselheiro de administração da Marcopolo, iniciou sua explanação sobre o tema – Inovação: Caminho para o Crescimento, para o qualificado grupo de expectadores reunidos em reunião jantar da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Farroupilha, realizada na última terça-feira, dia 29. Para o executivo, a inovação está nos pequenos detalhes. “Para inovar, você precisa descobrir os absurdos que ninguém mais descobriu, fazer a pergunta idiota que ninguém fez, pegar algum parâmetro existente de desempenho e forçá-lo tanto que, subitamente, você vislumbra uma nova possibilidade”, ressaltou Martins. Durante a palestra, José Martins apresentou exemplos de empresas que, a partir de uma visão inovadora, conseguiram alavancar a marca e aumentar seus lucros. Também salientou o eterno dilema de que não se consegue aumentar receitas aplicando as mesmas velhas coisas aos mesmos velhos clientes, por meio de velhos canais da mesma velha maneira. “O desafio hoje é reconhecer que o que inventamos pode ser reinventado”, frisou. “O que já está mudando, que a maioria das pessoas, principalmente concorrentes, ainda não notou? Precisamos olhar para onde os concorrentes não estão olhando”, acrescentou Martins. Conforme o conselheiro, a inovação quase nunca vem de uma necessidade exteriorizada, vem de uma “sacada” sobre necessidades não exteriorizadas. E, o desafio é saber para onde se está indo, para que essas etapas possam levar a empresa a uma direção totalmente nova. Martins também comentou sobre sua trajetória profissional. Destacou que em muitas viagens ao exterior, através da empresa Marcopolo, ou ainda na função de representante de entidades como Fiesp ou Fiergs, por exemplo, observava as mudanças ocorridas, principalmente no setor em que atua, mas percebia alguns erros existentes. A partir desses erros projetava mudanças, buscava alterações satisfatórias junto à equipe de trabalho e o resultado sempre foi positivo. Como exemplo citou a fabricação de miniônibus em uma época em que a maioria das montadoras mundiais estava totalmente voltada para a fabricação de ônibus cada vez maiores. “Na época essa mudança foi uma grande inovação para nossa empresa e nos deu um retorno muito grande”, salientou. Para finalizar, Martins deixou aos presentes a seguinte declaração: “Não se preocupe em prever o futuro, crie você mesmo o próprio futuro”. |
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